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06/04 – DIA NACIONAL DE MOBILIDADE PELA PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

Para a OMS, “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença”. Trago aqui então uma reflexão sobre esse tema, pensar em saúde e bem estar é garantir o equilíbrio orgânico, mental e espiritual. Incluo esse último tendo em vista o período de grande luto em que tanto falamos de fé e esperança como uma condição de transcendência e não necessariamente de aspecto ritualístico.

Vamos pensar da seguinte forma, temos muitas moradas que aqui vamos carinhosamente chamar de “corpo, alma, mente, emoção e social”. Nesse sentido, como fazer com que as estruturas dessas casas se mantenham firmes? Como manter a limpeza? Como manter a segurança? Como manter a harmonia daqueles que habitam nela?

Boa pergunta, né? Mas, nessa pequena metáfora chamo a atenção para a necessidade do movimento, da auto responsabilização para que tudo funcione de forma dinâmica e saudável, mantendo as estruturas firmes para suportar as adversidades da vida e do tempo!

Muitos são os direcionamentos, receitas e informações que encontramos nas redes sociais hoje. Dicas super interessantes que são possíveis praticá-las para alcançarmos a tal sonhada saúde e o bem estar.

Para nós da área da Saúde Mental, olhar para o indivíduo de forma ímpar é fundamental, então apesar de muitas vezes apoiarmos e até repassarmos algumas dessas dicas e informações, não podemos deixar de lado tal importância: o indivíduo é um ser único e genuinamente subjetivo. Nesse caso, o que hoje posso ofertar a vocês é um olhar mais contemplativo para si mesmos e porque não generoso, para que possam se reconhecer dentro dessas moradas, quais são as necessidades ou, porque as rachaduras, que de alguma forma estão prejudicando suas estruturas, abalando assim sua saúde e bem estar.

Como já dizia o Dr. Lair Ribeiro “Se você não arrumar tempo para cuidar da sua saúde, um dia terá que arrumar tempo para cuidar da sua doença”.

Por último, penso que dentro dessa individualidade, a relação entre o tempo cronológico e o tempo emocional andam em descompasso. Digo isso porque, o procrastinar a atenção e o cuidado necessário para o agora, pode revelar uma percepção distorcida de si, um autoengano, medo e as vezes o tão temido pelos meus pacientes: o vitimismo! A Gestalt, abordagem Fenomenológica Existencial que apoio meus estudos e prática clínica, diz assim: “Falhei, tá falhado e não se falha mais nisso!”. Então, caso percebam um ciclo vicioso na forma de pensar, agir, adoecer … não espere a casa cair, busque apoio, busque saúde e bem estar. Contem comigo!

Autora: LUCIANA FURTADO – PSICOLÓGA CLÍNICA

CRP 06/74499

Fontes: OMS e Google