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Quem nunca passou pelo luto?

Sabemos que de alguma forma iremos enfrentá-lo, seja perdendo coisas, pessoas ou/e oportunidades.

 

Nossa cultura não nos prepara para a perda e geralmente não pensamos sobre a nossa finitude.

 

Vivemos muitas vezes como se esse dia nunca fosse chegar, mas sabendo que é inevitável e mesmo assim não estamos preparados para morrer ou perder alguém que amamos.

 

Será que existe hora certa para morrer? Pergunte a uma mãe que perde seu filho no ventre, ou para aquele que viveu em enfermidade por longos anos, ou quem perdeu alguém em um acidente, fatalidade, ou em um mal súbito. A resposta será sempre unânime, não estamos prontos para perder!

A Psicologia traz estudos, contribuições interessantes e importantes sobre o luto e como enfrentá-lo. Sim, você leu enfrentá-lo esse é o caminho mais sábio. Existem fases que enfrentamos, cada uma a seu tempo. O tempo também faz parte e é extremamente importante, cada pessoa passa de uma forma e pode transformar em memórias, saudades eternas e quem sabe até mesmo entender que foi somente um até breve. Quanto tempo para cada fase ser superada? Responder essa questão é como buscar uma agulha no palheiro sendo impossível precisar o tempo.

 

Além disso, nos deparamos com a crença, sim, dependendo dela, imaginamos, fantasiamos ou nos apegamos a uma certeza quase que absoluta de como foi, é e será a vida ou não após a morte.

 

Acredito até que dependendo dessa crença, idealizamos o lugar, a forma como a pessoa amada foi recebida, as características entre outros detalhes.

 

Quantas inquietudes tomam nossa mente quando o assunto é morte. Há quem não diga nem o nome para não atrair. Estamos falando de tantas emoções, lembranças, aquilo que se fez, aquilo que nunca será, da importância da pessoa que partiu da nossa vida, da história que foi vivida, dos arrependimentos, do amor, da culpa, da saudade, do choque, do espanto, do medo, da solidão, são fatores sem fim.

Para cada pessoa o luto se dará de uma forma, portanto não existem dicas infalíveis ou programadas para se sugerir. Caso sinta a necessidade de ficar sozinho, se respeite. Caso queira ajuda, não fique só. Poderia também citar teóricos ou fases da elaboração do luto, o fato é que “a forma como processamos a morte está ligada a forma de como nos relacionamos com a vida.”

 

Qual nossa compreensão e entendimento da morte? Qual nossa compreensão de vida e pós vida? Eu confesso que por vários motivos recentes fico sem palavras para escrever textos profundos e inspiradores, gostaria de questionar você que me acompanhou nesta leitura: Qual o novo olhar ou sentido que você pode começar a dar agora para sua vida?

 

Patrícia M. C. Mori – Psicóloga

CRP 51979/06